Entries from March 2005

“Enfim, da mesma forma que os caminhos especiais dos místicos e dos mártires, também a vida diária no mundo possui sua mística secreta e seu martírio silencioso. A alma morre com Cristo e desta maneira torna-se “conforme à cruz” não apenas no exercício espiritual, e também não só quando sofre publicamente o martírio, mas já nas dores da vida diária e nos sofrimentos de amor. É tão clara a historia do Cristo sofredor e abandonado que nela os sofrimentos e angustias de toda pessoa que ama encontram lugar e aceitação. E se nela encontram lugar e aceitação, não é para se eternizarem, mas sim para serem transformados e curados. O sofrer-com-Cristo abrange também as dores incompreendidas de uma criança e o sofrimento sem consolo de pais desamparados. Abrange as decepções e as depressões da vida publica dos fracos e dos pequenos. Abrange também os sofrimentos apocalípticos ainda não experimentados. Por haver aceito todo o juízo de Deus, não há nada que lhe permaneça estranho, como também não há nada que possa alienar uma pessoa de Cristo. Por isso a experiência do Cristo ressuscitado, do “Cristo em nós”, não existe apenas nos píncaros da contemplação espiritual, e não apenas quando experimentamos os abismos da morte, mas já nas pequenas experiências do sofrimento suportado e transformado. Quem ama morre muitas mortes. O viver-com-Cristo anima-nos a continuar vivendo e a ressurgirmos no amor. Fortalece a resistência dos fracos e dos pequenos quando os fortes tentam intimida-los. Confere-lhes forças criadoras onde já não enxergaríamos mais a mínima possibilidade”.
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MOLTMANN, Jürgen. “O Espírito da Vida: Uma Pneumatologia Integral”. Ed. Vozes, 1998. Pág. 200.
***Jürgen Moltmann é um dos maiores téologos vivos (se não o maior) da atualidade. Caso você tenha Orkut, não deixe de dar uma passada na comunidade Jürgen Moltmann.
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Uma das afirmações que mais me chamam a atenção em toda a Bíblia é aquela relatada em João 11.25 quando Jesus se dirige a Marta por ocasião da recente morte de seu irmão Lázaro e diz a ela: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá. Acho incrível como essa afirmação do Mestre está carregada de significado e de vida para todos aqueles que crêem no seu nome. Na verdade essa afirmação de Jesus nos mostra como a sua capacidade de restaurar não tem limites. Podemos ver isso de uma forma muito clara nesse texto, pois temos aqui um exemplo de degradação que foi a decomposição física do corpo de um homem causada pela morte. A despeito deste exemplo extremo, hoje podemos ver a cada dia à nossa volta os inúmeros desgastes que ocorrem no nosso meio. São os desgastes dos relacionamentos, desgaste da família, desgaste físico, desgaste emocional, e até mesmo o financeiro. Vemos todos os dias pessoas que caminham sem esperança, desestimuladas pelas inúmeras circunstancias que nos rodeiam, e que estão à beira de um grande penhasco. São pessoas que outrora foram felizes, que já desfrutaram de uma grande alegria e de um enorme contentamento. Que já experimentaram a segurança de uma boa condição financeira, ou quem sabe da segurança de um relacionamento estável. Pessoas que já sentiram em seu coração o pulsar de uma esperança sem precedentes e uma fé inabalável. Mas que hoje graças às mazelas e vicissitudes do nosso tempo se sentem feridos, perdidos e sem perspectivas. São pessoas que sem dúvida, precisam hoje experimentar uma obra de restauração em seus corações. Que precisam sentir a cura, o perdão, e a restauração pelo poder do amor de Deus.Dessa forma, é muito significativo trazermos a nossa memória o momento que estamos vivendo em nosso calendário cristão. Estamos na páscoa, onde celebramos a morte e ressurreição de Cristo. Esse versículo que lemos retrata o Espírito da Páscoa, uma vez que ele nos remete a fé naquele que foi capaz de morrer, ressuscitar e restaurar nossa via de acesso ao Deus que fez todas as coisas. Por isso, experimentar Cristo é acessar o Deus gerador e mantenedor da vida. É estar em contato e entrar em relação com a Essência Criadora que é capaz de reparar e recriar qualquer realidade.
Que nessa páscoa você toque em Cristo pela fé, pois Ele esta vivo, ressuscitando e restaurando corações!
Ainda há esperança!
Feliz páscoa!
André Monteiro
Categories: Teologia · Textos
Quanto mais eu vivo, mais percebo
o impacto da atitude na vida.
É mais importante que a instrução,
o dinheiro, as circunstâncias,
os fracassos, os sucessos,
qualquer coisa que alguém diga ou faça.
É mais importante
que a aparência, o dom, a destreza.
O mais incrível é que
temos a opção de criar
a atitude que teremos a cada dia.
Não podemos mudar o passado.
Não podemos mudar a atitude das pessoas.
Não podemos mudar o inevitável.
Só podemos mudar
o único aspecto que podemos controlar,
a nossa atitude.
Estou convencido de que a vida
é 10% o que realmente nos acontece
e 90% nossa reação a esses sentimentos.
*Retirado do livro “Você Pode!” de Paul Hanna, ed. Fundamento.
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Acreditar que tudo pode mudar é um ato de fé. É muito significativo para nós cristãos olharmos os inúmeros exemplos que são discorridos em toda a Bíblia para entendermos melhor isso. Vemos lá relatadas histórias como a de Abraão (o pai da fé), do Rei Davi (o homem segundo o coração de Deus), do servo Jó, e de muitos outros. Podemos dizer que estes eram homens com uma esperança, homens que sonhavam com todas as suas forças e que tinham em seu coração a certeza de que poderiam vencer os inúmeros obstáculos e crises que passavam por suas vidas.
O que muito me chama a atenção hoje é a facilidade com que alguns cristãos abrem mão dos seus sonhos. Parece-me que com a primeira dificuldade abrimos mão de lutar, e desistimos de experimentar as grandes conquistas que foram alimentadas em nosso coração pelo próprio Deus. Isso me faz lembrar o que William Shakespeare disse ao escrever a sua peça “Medida por Medida” em 1605, quando ele disse o seguinte: “Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o quer poderia ser nosso pelo simples medo de tentar”. Como fruto dessas dúvidas, obstáculos e dificuldades, muitos cristãos têm vivido uma vida de abatimento e frustração. São pessoas que perderam a fé de acreditarem no impossível, que perderam suas forças em meio à longa jornada, que desistiram no meio do caminho e ficaram para trás. São pessoas como essas que precisam de um animo novo, e acima de tudo de uma nova esperança. E é uma nova esperança como esta que o nosso Deus soberano e onipotente quer derramar sobre o coração de seus filhos. Uma nova esperança que nos dê forças para caminhar, para que possamos orar como o profeta Habacuque dizendo: “ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegrarei no SENHOR, e exultarei no Deus da minha salvação”. Que Deus te abençoe!
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